'Imputar à FAP a responsabilidade de uma ação judicial é leviano', diz opositor de presidente da CBDA
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da bet vitoria: Acusado por Coaracy Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), de ter envolvimento com as investigações do Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo que apura irregularidades na entidade, Miguel Cagnoni rebateu as insinuações.
Cagnoni, que preside a Federação Aquática Paulista (FPA) e é opositor de Coaracy (ele, inclusive, pretende se candidatar à presidência da CBDA na próxima eleição), assinou nota divulgada no site oficial da instituição que comanda dizendo que não fez qualquer denúncia contra a confederação. Além disso, Cagnoni contra-atacou o mandatário da CBDA.
“Imputar à FAP a responsabilidade por uma ação judicial com prejuízos ao erário que ultrapassam 40 milhões de reais é leviano e infundado, à medida que as acusações foram consubstanciadas em provas robustas”, escreveu o presidente da FAP nesta quarta-feira.
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da dobrowin: Mais cedo, em entrevista ao LANCE!, Coaracy insinuou que Cagnoni teria interesses políticos na denúncia e nas investigações feitas pelo Ministério Público Federal.
– É tudo mentira. Irei processar todas as pessoas que promoveram estas notícias na mídia. É o Miguel quem está liderando este movimento. O que ocorre é que, daqui a uma semana, terá assembleia na CBDA. Vamos regularizar o estatuto. Se eles estiverem regulares, não terá problema nenhum na eleição. Temos 20 votos, e meu adversário tem 7 – disse Coaracy.
Leia abaixo a nota publicada pela Federação Aquática Paulista na íntegra:
“Em resposta à Nota Oficial emitida pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), por força da atuação do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal, a Federação Aquática Paulista (FAP) esclarece que não realizou qualquer espécie de denúncia no referido órgão, não existindo nenhum depoimento ou colaboração de seus prepostos nas investigações. Além disso, conforme amplamente divulgado pela mídia, empresas com sede na cidade de São Paulo foram supostamente utilizadas em atos de improbidade, o que obviamente atrai a competência para a Seção Judiciária desta cidade, não existindo nenhuma obscuridade no procedimento adotado. Imputar à FAP a responsabilidade por uma ação judicial com prejuízos ao erário que ultrapassam 40 milhões de reais é leviano e infundado, à medida que as acusações foram consubstanciadas em provas robustas, conforme se verifica da simples leitura da peça inaugural da Ação Civil Pública, disponibilizada pelo MPF em seu site, já que se trata de processo público.”